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# Dona espanhola “obrigada” a parar fábricas do Seixal e Maia com 700 trabalhadores
- URL: https://olidador.com/dona-espanhola-obrigada-a-parar-fabricas-do-seixal-e-maia-com-700-trabalhadores/
- Published: 2022-03-11T22:13:47.000Z
- Updated: 2026-09-28T22:19:02.000Z
- Author: Lidador
- Tags: Economia e Negócios, #Migrated-1790633891844, #wp, #wp-post, #Import 2026-09-28 22:18

#### A Megasa, que controla a Siderurgia Nacional no Seixal e na Maia, suspendeu a atividade das suas duas fábricas em Portugal devido ao “agravamento da crise energética provocada pela guerra e o consequente aumento radical dos preços de eletricidade e de gás natural”.

Na cerimónia de inauguração da Siderurgia Nacional (SN), no Seixal, a 24 de agosto de 1961, o então ministro da Economia, Ferreira Dias, disse com orgulho: "País sem siderurgia não é um país, é uma horta."

Na sequência do 11 de março de 1975, a SN foi nacionalizada, tendo sido reprivatizada em 1994.

Esta sexta-feira, 11 de março, o dono espanhol da SN anunciou que "o agravamento da crise energética provocada pela guerra e o consequente aumento radical dos preços de eletricidade e de gás natural levaram a Megasa a suspender atividade nas fábricas do Seixal e da Maia".

Em causa estão "700 empregos diretos, 3.500 indiretos e uma exportação equivalente a 1.000 milhões de euros anuais".

A Megasa adianta que a paragem "afeta a totalidade da atividade produtiva na Maia e a produção de aço no Seixal, sendo que nesta fábrica mantém-se a atividade de laminagem, utilizando o stock ainda existente".

A paragem ocorreu no passado dia 5, diz a empresa, alegando que "o contexto internacional" tornou "economicamente inviável a produção das duas unidades".

"Cenário idêntico vive grande parte da indústria eletrointensiva em Espanha", sublinhou.

A Megasa afirma que já propôs ao primeiro-ministro "a adoção de medidas extraordinárias na contratação de energia, nomeadamente através da colocação de energia adquirida pelo Comercializador de Último Recurso (CUR) a produtores em regime especial (PRE) aos consumidores eletrointensivos".

"Com o apoio das instituições nacionais e europeias e recorrendo a mecanismos como o proposto", a companhia considera "ser possível manter a sua atividade", enfatizando que "tem vindo a manter informados os representantes dos trabalhadores, autarquias e entidades governamentais da gravidade da situação e ações tomadas".

Pelas mesmas razões, a Megasa interrompeu, a 4 de março, a produção da sua fábrica de Narón, na Corunha, onde o grupo está sediado.