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# Prozis acusada de despedimentos ilegais e “javardice laboral” em Póvoa de Lanhoso e Maia
- URL: https://olidador.com/prozis-acusada-de-despedimentos-ilegais-e-javardice-laboral-em-povoa-de-lanhoso-e-maia/
- Published: 2020-07-17T00:44:19.000Z
- Updated: 2026-09-28T22:19:18.000Z
- Author: Lidador
- Tags: Economia e Negócios, #Migrated-1790633891844, #wp, #wp-post, #Import 2026-09-28 22:18

![](https://olidador.com/content/images/2026/09/22685618_gi28092015carlossantossilva0009_web-1060x594-1537439449-1.jpg)

A Prozis, empresa de nutrição e suplementação desportiva, é acusada de despedir trabalhadores com contratos a termo na unidade da Póvoa de Lanhoso, após atingirem o limite de renovações, contratando outros precários para os mesmos postos de trabalho.

O caso é [denunciado](https://www.despedimentos.pt/2020/07/09/prozis-despede-precarios-e-contrata-para-os-mesmos-postos-de-trabalho-em-povoa-de-lanhoso/?ref=olidador.com#post) pelo site *despedimentos.pt*, criado pelo Bloco de Esquerda para denunciar abusos das entidades patronais em tempos de pandemia.  

De acordo com aquele site, “a administração já despediu cerca de 20 trabalhadores que estão a terminar o terceiro contrato de 6 meses, evitando que se tornem efetivos”.

No entanto, uma vez que “as necessidades são permanentes, está a contratar outros trabalhadores, novamente com contratos a prazo, para desempenhar as mesmas funções”.

O *despedimentos.pt* realça que, “embora tristemente comum, esta prática é uma clara violação da lei laboral, que estipula que a cessação de contrato de trabalho a termo impede a imediata contratação para o mesmo posto de trabalho”.

Na referida publicação é denunciado que a Prozis já despedira precários também na sua unidade na Maia, no início da pandemia.

“A empresa segue, assim, uma estratégia de precarização, não hesitando em atirar dezenas de trabalhadores e trabalhadoras para o desemprego neste momento crítico para a comunidade, apesar de comunicar que o negócio continua a crescer”, critica a publicação.

José Soeiro, deputado do Bloco de Esquerda, comentou o caso, na sua página de Facebook, escrevendo que “a Prozis apresenta-se como uma empresa jovem e cheia de práticas modernas, mas depois comporta-se reproduzindo as mais velhas táticas de exploração”.

  
“Despedir precários para contratar outros para o mesmo posto de trabalho é uma ilegalidade e uma javardice laboral”, sublinha o bloquista.

A Prozis é uma empresa portuguesa fundada em 2007 por Miguel Milhão. Tem sede em Esposende e é descrita como uma das maiores lojas de nutrição desportiva da Europa, contando com mais de 800 mil clientes, registados e ativos, distribuídos por mais de cem mercados.

Em 2018, atingiu um volume de negócios de 120 milhões de euros, um valor que, segundo a empresa, continuou a aumentar.

O MINHO enviou um conjunto de questões à Prozis, mas não obteve qualquer resposta.