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# Valor da habitação na Maia continua a registar novos máximos
- URL: https://olidador.com/valor-da-habitacao-na-maia-continua-a-registar-novos-maximos/
- Published: 2020-02-21T22:12:23.000Z
- Updated: 2026-09-28T22:19:28.000Z
- Author: Lidador
- Tags: Economia e Negócios, #Migrated-1790633891844, #wp, #wp-post, #Import 2026-09-28 22:18

#### O valor mediano das vendas de alojamentos familiares no concelho cresceu 13,22% em 12 meses.

A Maia regista uma taxa de crescimento homólogo de 13,22%, passando dos €968 para os €1096 por metro quadrado, no terceiro trimestre de 2019.

A nível nacional, o aumento foi de 7,11%, registando-se um preço mediano de 1054 €/m2 no terceiro trimestre do ano passado. Na Área Metropolitana do Porto (AMP), o incremento no preço do metro quadrado foi de 11,87%, movendo-se dos €952/m2 para 1065 €/m2.

Com estas mudanças, a Maia regista agora valores do metro quadrado superiores em 2,91% à AMP e 3,98% maiores do que a mediana nacional. Mesmo assim, os municípios do Porto (1 802 €/m2), Matosinhos (1 419 €/m2), Espinho (1 140 €/m2) e Póvoa de Varzim (1 136 €/m2) são mais caros do que a Maia.

#### Nível metropolitano

Os resultados divulgados pelo Instituto nacional de Estatística traduzem dinâmicas internas diferenciadas de crescimento dos preços nas áreas metropolitanas, sugerindo um efeito centro-periferia. Verificam-se crescimentos mais elevados nos municípios contíguos a Lisboa (Loures, Odivelas, Amadora, Oeiras e Almada) e Porto (Matosinhos, Maia, Gondomar e Vila Nova de Gaia) do que nos restantes municípios das respetivas áreas metropolitanas.

Na AMP, o nível de crescimento dos preços nos dois territórios identificados é ainda inferior ao registado no município do Porto, verificando-se contudo, nos períodos mais recentes, uma aceleração mais intensa nos municípios contíguos ao Porto do que nos municípios mais periféricos.

#### Nível nacional

No terceiro trimestre de 2019 (últimos 12 meses) 44 municípios localizados maioritariamente no Algarve (1 635 €/m2) e na Área Metropolitana de Lisboa (1 423 €/m2) – as duas sub-regiões com preços mais elevados do país – apresentaram um preço mediano da habitação superior ao valor nacional (1 054 €/m2).

Lisboa (3 205 €/m2) registou o preço mediano mais elevado do país e, com valores, superiores a 1 500 €/m2 destacaram se ainda Cascais (2 529 €/m2), Oeiras (2 211 €/m2), Loulé (2 089 €/m2), Albufeira (1 894 €/m2), Lagos (1 875 €/m2), Tavira (1 804 €/m2), Porto (1 802 €/m2), Odivelas (1 718 €/m2), Lagoa (1 662 €/m2), Loures (1 578 €/m2), Funchal (1 551 €/m2), Vila Real de Santo António (1 547 €/m2), Aljezur (1 535 €/m2) e Faro (1 532 €/m2).

A cidade de Braga registou, pela primeira vez desde o 1º trimestre de 2016, o maior crescimento face ao período homólogo (+22,6%), entre as sete cidades com mais de 100 mil habitantes, sendo contudo a única com preço inferior ao valor nacional. Duas freguesias de Lisboa registaram preços superiores a 4 500 €/m2: Santo António e Misericórdia, menos uma que no trimestre anterior. A União de freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde foi a freguesia da cidade do Porto que registou o maior preço mediano de alojamentos vendidos (2 414 €/m2).