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# VCI cortada ao trânsito, mas Circunvalação com livre acesso ao Porto
- URL: https://olidador.com/vci-cortada-ao-transito-mas-circunvalacao-com-livre-acesso-ao-porto/
- Published: 2020-04-09T15:16:22.000Z
- Updated: 2026-09-28T22:19:23.000Z
- Author: Lidador
- Tags: Economia e Negócios, #Migrated-1790633891844, #wp, #wp-post, #Import 2026-09-28 22:18

#### A PSP cortou a Via de Cintura Interna no Porto ao trânsito, tendo verificado os automobilitas. Já na Estrada da Circunvalação, que liga o concelho a Gondomar, Maia e Matosinhos, não havia controlo.

A Via de Cintura Interna no Porto cortada ao trânsito pela PSP, para verificação do destino dos automobilistas, contrastou esta manhã com a ausência de controlo na Estrada da Circunvalação, que liga aquele concelho a Gondomar, Maia e Matosinhos.

A operação “Páscoa em casa” da PSP está na estrada para controlar a circulação entre concelhos, interditada pelo Governo entre esta quinta e segunda-feira como forma de combate à propagação da Covid-19, num dispositivo que no Porto “mobilizou várias centenas de agentes”, disse à Lusa o comissário da Divisão de Trânsito, José Ferreira.

Em declarações à Lusa no Nó de Bonjoia, para onde desde manhã cedo o **trânsito na Via de Cintura Interna (VCI), no sentido Arrábida/Freixo, foi desviado para ser conhecido o destino dos automobilistas**, o comissário recordou que “as pessoas tiveram uma semana para se munir das autorizações necessárias para situações imperiosas e inadiáveis”.

Questionado se, nas primeiras horas, tinha surgido alguma situação inusitada, o agente da autoridade deu conta apenas de “**algumas situações não justificadas, felizmente poucas, com as pessoas a retornar ao lugar de origem**“.

Com a fila na VCI a estender-se por vários quilómetros, durante a presença da Lusa no local, pelo menos um automobilista, que disse ser “**operário da construção civil, oriundo de Penafiel”, foi obrigado a regressar ao destino** “por a sua atividade não se enquadrar no regime de exceção prevista pela lei”, justificou o agente que o questionou.

Seguindo a direção da Estrada da Circunvalação verificou-se que no Amial e na Areosa, fronteira com o concelho vizinho de Gondomar, na saída da Autoestrada A3 (que liga Porto a Valença) e no cruzamento de Montes Burgos, fronteira com a Maia, e na Rotunda AEP, junto ao concelho de Matosinhos, **entre as 9h30 e as 10h, não havia controlo policial à circulação de carros e pessoas**.

A situação repetia-se na estação do Metro da Senhora da Hora, também no concelho de Matosinhos.

No centro do Porto, na Estação Ferroviária de São Bento, pela 10h30, o quadro indicava estarem suprimidas as partidas e chegadas para Marco de Canaveses, Aveiro, Braga e Guimarães.

Silvino Silva, doente oncológico, proveniente do concelho de Albergaria-a-Velha, distrito de Aveiro, falou com a Lusa de uma viagem ao Porto que o surpreendeu na hora de regressar a casa.

> O comboio com destino à Aveiro está suprimido, mas já me disseram no balcão que haverá outro às 12h35″, disse enquanto esperava, praticamente sozinho, depois de “ter ido a uma consulta no IPO \[Instituto Português de Oncologia\] do Porto”.

Informando não ter sido “abordado pela polícia” – visível apenas no exterior da estação e protegida da chuva, no interior de um automóvel –, Silvino Silva acrescentou ter saído “às 7h de Aveiro”, onde nessa altura “estava tudo calmo” e que “o comboio circulou à hora certa”.

Como documentação justificativa da deslocação disse ter “o agendamento futuro de consultas, com o dia e hora a que tem de lá estar”.

Já na estação do Metro de São Bento, o aparato policial era diferente, chegando a uma dezena de agentes. À Lusa, no local, o comissário Rogério Silva, da PSP do Porto, contou terem sido nas primeiras horas “várias as pessoas” que foram impedidas de seguir para o concelho vizinho de Vila Nova de Gaia, por “não terem justificação”.

“**São pessoas que não vão trabalhar, mas sim visitar familiares ou tratar de alguns assuntos que não estão previstas como exceção no estado de emergência**“, informando que “foram retiradas das composições de Metro” com a indicação de que “devem esperar que termine o impedimento de circulação para voltarem a fazer esse percurso”, disse.

No local, essa verificação é feita com a entrada dos agentes nas composições, informou o comissário.

Entre os casos detetados que infringiam a lei, o comissário relatou à Lusa haver pessoas que “disseram não saber que era necessária documentação” e outras que apresentaram “declarações incompletas”.

> Ainda não confirmamos ninguém \[entre os passageiros do metropolitano do Porto\] que devesse estar em isolamento profilático ou que esteja infetado com a Covid-19″, disse.

Nas pontes D. Luiz I e Infante, que ligam os concelhos de Porto a Gaia, está também montado um dispositivo policial para verificação de quem segue em transporte público ou a pé, informou o comissário.